14/02/2018

Eu e a cidade



Eu gosto de cidades. Nasci em Lisboa (apesar de hoje em dia ser muito mais algarvia que alfacinha...) e vivi até aos 18 anos numa rua movimentada da capital. Adormeço muito melhor com o barulho dos carros a passar na rua do que com o silêncio do campo.

Há 14 anos que vivo no Montenegro, uma freguesia de Faro a meio caminho entre Faro e a praia. Mas agora surgiu uma oportunidade de ir viver para Faro, para a cidade - e aproveitei-a!
Perdi a vista para o mar, mas mantenho a vista para a serra. Ganhei uma vista desafogada sobre a paisagem urbana - de que gosto bastante. Continuo a ouvir os pássaros a cantar - esta manhã até passou uma gaivota por uma das minhas varandas! E, mais importante, tenho imenso sol que entra pela casa dentro o dia todo. 


Tenho supermercado, correios, bancos, mercado municipal, piscinas, complexos desportivos, ginásios, tudo a pouca distância a pé. Era o que eu queria - ser menos dependente do carro para me deslocar. No Montenegro, qualquer coisa tinhamos que ir de carro... A única desvantagem é que os miúdos já não podem ir de bicicleta para a escola e eu não posso ir a pé para a universidade... Mas de resto... viver na cidade tem, para mim, muito mais vantagens. Overall, estou contente com a minha casinha nova!

04/01/2018

Profundidade em vez de largura - o problema de ter muitas escolhas

Esta manhã, ao ler este post do Leo Babauta, fiquei muito feliz por alguém estar na mesma onda que eu! Como escrevi no meu post anterior, tenho imensas ideias, quero fazer imensas coisas, e isso só me atrapalha. Pelos vistos, o Leo também sente o mesmo e inspirou-se neste post do David para fazer de 2018 um ano de profundidade.

Diz o David que o Depth Year baseia-se na ideia de mais profundidade, não alcance. Isto traduz-se em não arranjar hobbies novos, não comprar jogos novos nem livros novos. Em vez disso, devemos encontrar valor naquilo que já temos ou naquilo que já começámos. Vamos melhorar as nossas competências em vez de aprender novas. Vamos ler livros que já temos e ainda não lemos, ou reler os favoritos, em vez de comprar novos. Vamos pegar novamente na guitarra em vez de iniciar um novo instrumento. Vamos acabar aquilo que já começámos em vez de comprar outra coisa semelhante só porque está em saldo... A filosofia é ir mais fundo, não mais amplo.

Adoro esta ideia, que está em linha com aquilo que sinto e que está por trás de uma filosofia de vida minimalista. O problema é que nesta era do consumo e da informação em que vivemos temos demasiadas escolhas, em todo o lado. E isso, em vez de nos abrir horizontes, restringe-nos. Em vez de aprofundarmos os nossos conhecimentos, fazemos muitas coisas, sim, mas superficialmente. Há uma expressão inglesa que adoro e que reflete bem isto: we spread ourselves too thin... fazemos tanta coisa que o nosso tempo e a nossa energia não são bem aproveitados. Não criamos valor, não evoluímos. Pelo contrário, quando nos impomos limites, dedicamo-nos a menos coisas e conseguimos aprofundá-las.

Tal como escrevi no post anterior, em 2018 a palavra de ordem é consistência. Quero dedicar-me a poucas coisas, mas fazê-las bem. Vou expandir a ideia um pouco, dando alguns exemplos de áreas da minha vida (tenho outras coisas que quero e não quero fazer, mas ficam estas como exemplo)...

1. YOGA

O que não quero: Fazer aulas com professores que não me dizem muito, praticar estilos que não gosto, gastar dinheiro em retiros, workshops, cursos que vão adicionar pouco valor à minha prática e à minha vida. E sobretudo, pagar subscrições de yoga online que não uso!
O que quero: Ashtanga vinyasa yoga na tradição de Pattabhi Jois. Ponto final. Ao dedicar-me apenas a esta prática, poderei aprofundá-la mais, que é o que pretendo.

2. GINÁSIO

O que não quero: Não gosto de aulas de grupo, não as quero fazer. Não vou fazer planos de treino complicados e longos só porque foi o que o PT me passou. Não vou fazer máquinas de glúteos para ficar com o rabo enorme, embora seja isso que vejo a maior parte das mulheres a fazer. Não vou pagar uma mensalidade para ir só uma vez por semana. 
O que quero: Vou voltar para o ginásio que tem sistema de senhas e assim só pago o que uso. Esse uso, para mim, é ir uma vez por semana fazer exercícios compostos (agachamento, peso morto, supino, elevações, coisas dessas).

3. NATAÇÃO

O que não quero: huum... tenho sido tão dedicada e focada na natação, que não me lembro que coisas que estejam erradas e que não queira fazer... 
O que quero: Continuar a ir assiduamente às aulas e nadar mais uma ou duas vezes por semana sozinha. É tão simples, a natação...

4. ALIMENTAÇÃO

O que não quero: Stressar-me demasiado por causa do chocolate... mas não quero comer chocolate à parva, só porque sim. Há momentos para tudo. 
O que quero: Manter a minha alimentação alinhada com os princípios do paleo/primal. Comer chocolate quando sinto que vai ser benéfico. O chocolate para mim é como o tabaco para muita gente - ajuda a diminuir a ansiedade. Em alturas de maior stress, de exames, de muito trabalho, acalma-me, centra-me, faz-me bem psicologicamente. Por isso, why not?

5. CONSUMISMO

O que não quero: Comprar coisas que não preciso, sobretudo livros para ler quando tenho imensos que ainda não li. Não quero comprar nada que não seja mesmo essencial.
O que quero: Ler todos os livros que tenho em casa que ainda não li. Quando se acabarem, ir buscar livros à biblioteca. Comprar roupa só se precisar mesmo de alguma coisa. 


Estes são alguns exemplos, mas há várias outras áreas da minha vida que quero simplificar. Vou mudar de casa em breve e a mudança vai facilitar a simplificação material - há muita coisa que não vou levar para a casa nova e vou conseguir mudar e simplificar algumas rotinas (embora a logística de outras coisas se vá complicar). Mas isso será assunto para os próximos posts!


30/12/2017

Palavra para 2018 - consistência

Os últimos anos têm sido os mais ocupados de sempre (nunca o título deste blog expressou tão bem o que se passa na minha vida!). Felizmente que tenho apenas mais um semestre de aulas (do mestrado em psicologia clínica) e depois voltamos à programação normal!

Há uns dias encontrei uma imagem que exemplifica na perfeição aquilo com que me confronto diariamente, em todas as áreas da minha vida:


Não é só na minha vida profissional, mas em tudo... eu tenho imensas ideias e quero implementá-las a todas!! Naturalmente que querer fazer tudo, e tudo ao mesmo tempo, não resulta. Já escrevi aqui várias vezes que temos tempo para fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo, mas parece que tenho vindo a esquecer-me dessa grande verdade.

Também me esqueci que, como minimalista, devemos fazer um exercício regularmente: identificar o essencial e eliminar o resto (como mostro aqui).

Em 2018, quero atacar de frente estes problemas e começar pelo que me perturba mais - a minha falta de consistência. Eu costumava dizer que sou indisciplinada, ou não sou tão disciplinada como gostaria, mas após refletir, percebi que até sou disciplinada, mas nem sempre. Por isso, o que me falta é consistência - ser disciplinada de forma consistente. 

A minha palavra para 2018 é, portanto, consistência.

2018 vai ser um ano de mudanças - literalmente! Vou mudar de casa no fim de janeiro. Comprei um apartamento em Faro e tenho este à venda (é no Montenegro, arredores de Faro, e está na Remax, para quem tiver interesse). Sempre quis viver na cidade (afinal, sou de Lisboa...) para poder andar mais a pé, e por outros motivos; uma boa oportunidade surgiu e aproveitei-a. No fim de janeiro espero partilhar aqui todo o processo de mudança e, sobretudo, como fazer um lar minimalista de raiz. Aliás, esta vai ser uma excelente oportunidade para minimizar ainda mais - apesar da casa nova ser um pouco maior que esta, muita coisa não vai lá entrar!

A minha prática de yoga também encontrou um rumo. Cancelei todas as subscrições em sites de yoga online, desisti da ideia de fazer o curso de yogaterapia (o que me interessava mais no curso era a parte da saúde mental, mas tendo formação em psicologia, parece-me estranho aprender com pessoas que não são psicólogas como é que o yoga pode ser usado como psicoterapia...), e decidi que todo o dinheiro que tiver disponível para o yoga vai ser usado para estudar ashtanga - seja em Milfontes com o Tarik e a Lea, em Cascais com a Vera, ou com muitos outros professores que viajam pelo mundo a ensinar ashtanga. 

A minha prática em casa também se simplificou. Pratico ashtanga. É isso. Não preciso de videos, aulas online, aulas diferentes todos os dias. O ashtanga não precisa de nada disso. Preciso do tapete e de força para acordar cedo todos os dias para praticar. É só isso. À tarde também pratico um pouco, mas em vez de querer fazer tudo e mais alguma coisa, limito-me aos planos de força, através de movimentos de yoga, do Dylan Werner no CodyApp.

Cancelei o ginásio. Este ano abriram dois ginásios grandes em Faro e eu inscrevi-me no primeiro, e depois desisti e fui para o segundo. E depois desisti e fui para um ginásio familiar aqui ao pé de casa. Os ginásios aborrecem-me. Não gosto de aulas de grupo e não gosto de ter que pagar uma mensalidade, quando só vou lá uma vez por semana. Por isso, quando me mudar para Faro, vou voltar para o meu ginásio preferido, que só tem máquinas e um sistema de senhas, e assim só faço o que gosto e só pago o que uso. Aliás, tenho feito muita coisa ao ar livre - até comprei um TRX para usar nas árvores (ou onde der para o prender). Estando no Algarve, há que aproveitar este sol em vez de me enfiar num ginásio!

Continuo com a natação - não falha! Mesmo quando não me apetece ir, pego em mim e vou. Se me tivessem dito há um ano atrás, quando comecei, que iria ser assim tão dedicada, não acreditava! Em termos de evolução, é incrível! Há um ano atrás ficava completamente despachada ao nadar apenas 1 piscina (25 metros). Agora consigo nadar 45 minutos sem parar (ou mais, mas quando vou nadar sozinha marco 45 minutos no relógio). A natação é, sem dúvida, das melhores coisas que faço na vida. 

Em relação ao trabalho, tenho as coisas arrumadas em caixinhas temporais. Ando envolvida em três áreas de estudo diferentes e perturba-me andar sempre a saltar de uma para outra. Por isso, decidi dedicar-me a cada área em exclusivo e só passar para outra quando estiver tudo feito da primeira. Em princípio, este ano também vai ser de grande mudança na minha situação profissional (já ouviram falar da contratação dos doutorados?) e não sei bem o que me espera... Aliás, já nem faço planos para o futuro... Concentro-me e planeio semana a semana. Tenho uma visão geral mais a médio prazo que me orienta, mas sem planos ou objetivos concretos. É como diz no livro Goal-free living do Stephen M. Shapiro - usar uma bússola e não um mapa.

E basicamente, para 2018 é isto. Agora vou estudar, pois tenho dois exames no início de janeiro... ;)

E tu, qual a tua palavra para 2018?

14/12/2017

Entrevista no jornal i

Aqui fica a entrevista que dei ao jornal i sobre... minimalismo, what else? (espero que dê para ler, senão logo tiro fotos melhores...)



16/10/2017

Não quero saber do Feng Shui!


Não é bem assim, eu até gosto de muitos dos princípios do Feng Shui, mas quando isso nos torna um bocadinho obsessivo-compulsivos... é porque algo está errado...

Vem isto a propósito do espelho que tenho no quarto. Há muitos anos que tapo o espelho com um lenço antes de me deitar... Às vezes esqueço-me, e já estou na cama quando me lembro que não tapei o espelho, e levanto-me para o tapar, pois não consigo dormir sem o espelho estar tapado. What?? Isto começou a parecer-me um início de perturbação obsessiva-compulsiva... Então, decidi cortar o mal pela raiz... e livrei-me do lenço! Agora durmo sempre com o espelho destapado!

Na verdade, o problema dos espelhos, de acordo com o Feng Shui, é só quando estão virados para a cama, ou seja, quando refletem a cama - não é o caso do meu, que está ao lado da cómoda e não reflete a cama (a cómoda é que está em frente à cama).

Ser minimalista é isto - perceber o que nos puxa para baixo, o que está a mais, o que não faz falta... e o lenço a tapar o espelho não é necessário... portanto, tirei-o, lavei-o, arrumei-o com os outros, e se não o usar (que é o mais provável), irá fora. E no quarto, é menos uma coisa a acumular pó!

E tu, tapas os espelhos do quarto durante a noite?

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13/10/2017

Grande destralhamento de roupa... outra vez

Destralhar é um processo contínuo. Ou a pessoa é muito disciplinada e não deixa nunca entrar tralha em casa, ou então tem que ir destralhando de vez em quando para eliminar a tralha que conseguiu entrar pela porta. Pela minha porta ainda entra alguma tralha... sobretudo pela porta do roupeiro...

Inspirada pelos videos que vejo no youtube sobre o armário-cápsula, lá fui destralhar mais um pouco a minha roupa... Desta vez, sem apelo nem agravo... às vezes não sou tão corajosa, sinto-me mais apegada às coisas, mas desta vez, fria que nem um cubo de gelo!

Enchi esta mala de viagem com roupa que já não quero. A própria mala também é para ir fora. Lá dentro, além de roupa, estão sapatos e um tapete branco lindo do Ikea que, sendo branco, está sempre sujo, e eu sempre a lavá-lo, e tenho mais que fazer. As coisas não vão propriamente para o lixo, é para dar...


Também enchi um saco com roupa que vou guardar durante algum tempo... se não usar, vai fora.


Nesta gaveta tenho roupa de praia (a que tem a peça branca no topo) e roupa que penso que não vou usar mais, nomeadamente leggings (só preciso de umas pretas boas) e blusas de gola alta (fazem-me impressão no pescoço). Se não usar nos próximos tempos, vai tudo fora também.



Tirando sapatos, casacos e malas (e roupa interior, de dormir e de desporto), a minha roupa cabe agora numa gaveta da cómoda, numa prateleira e num varão do roupeiro.

Na gaveta estão tops e blusas de verão e inverno.


Na prateleira, camisolas de outono/inverno. A prateleira de cima tem roupa do J. e a de baixo tem o cesto com roupa para passar a ferro.


Por fim, vestidos e casacos de verão e inverno pendurados no varão de cima do roupeiro. Também fiz um grande destralhamento aos colares e sobraram os que se vêem na imagem.


Ah, é tão bom destralhar! O conceito do armário-cápsula atrai-me imenso, mas penso que ainda não estou preparada para isso... Veremos... Agora, o que quero é usar toda a roupa que tenho; de certeza que ainda tenho peças que não vou usar e assim ainda vou poder eliminar mais coisas!


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11/10/2017

Roupa de cama minimalista

Lençóis e toalhas que não estão a ser usados cabem nesta gaveta.
Só uso um conjunto de cada vez, por isso para quê ter dúzias de coisas?

No outro dia, em conversa com uma amiga, ela contava-me que tinha sacos e sacos cheios de roupa suja para lavar, incluindo sacos com lençóis da cama dela e da cama do filho; às vezes, dizia ela, nem tem lençóis lavados para mudar as camas, apesar de ter imensos conjuntos de roupa de cama, porque está tudo em sacos para lavar (sacos esses que, juntamente com mais tralha, ocupam uma das casas de banho da casa, de tal forma que essa casa de banho funciona como despensa, e não como casa de banho!). Eu respondi-lhe que se eu fosse assim, estava lixada, porque só tenho 2 conjuntos de lençóis para cada cama... E nisto, fez-se luz na cabeça da minha amiga.

Só dois conjuntos? Mas assim é muito mais fácil! É só mudar os lençóis e pôr os sujos logo na máquina a lavar! Claro, disse eu! A ideia é essa! Assim, só tenho o necessário e o que tenho, ocupa pouco espaço!

De facto, continuo a ter apenas 2 conjuntos de lençóis por cama. Os lençóis da minha cama são em branco e cinzento, o que permite comprar as peças em separado, à medida que preciso. O Ikea é o meu lugar de eleição para essas compras. Ao contrário de há uns anos atrás, já nem uso lençóis de cima. É só a capa de edredão (que serve de lençol de cima no verão), o lençol-capa para baixo e as fronhas das almofadas. Nas camas dos miúdos é a mesma coisa. Quando uma das peças já não está em condições, é substituída (e a velha vai fora ou guardo para fazer de resguardo nas pinturas).

Em relação às toalhas de casa de banho, é a mesma coisa. Cada um de nós tem 2 toalhas de banho e eu tenho mais 2 pequenas para o cabelo; para cada casa de banho temos 2 toalhas para as mãos, 2 toalhinhas para a banheira (para pôr os pés), e nenhuma toalha de bidé (temos bidés, mas não vejo necessidade em ter aquelas toalhas tão pequeninas). Eu tenho ainda uma toalha de banho e uma de cabelo para levar para a piscina. Toalhas de praia, uma por cada pessoa, e o J. não tem nenhuma.

Dito isto, a minha roupa de cama está a precisar de ser substituída... Em agosto substituí um dos conjuntos por uma capa de edredão e fronhas cinzentas (penso que foi este) e agora preciso substituir o outro, que está mesmo encardido... Depois, seguem-se as tolhas de casa de banho. Se for fazendo aos poucos, custa menos...


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09/10/2017

Que atividades extracurriculares para os meus filhos?



Um dia uma leitora perguntou-me como escolher as atividades extracurriculares para os miúdos, no meio de tanta oferta... Os meus tiveram sempre as AECs na escola, além de outras atividades fora da escola. Agora que estão no 2º e 3º ciclo, fazem desporto escolar e desporto fora da escola.

Para mim, uma das mais importantes atividades é o inglês. Eu tive aulas de inglês desde os 3-4 anos até ao 11º ano. Graças a isso (e a uma avó que era professora de inglês), quando tinha a idade do meu filho mais velho, 12 anos, já falava inglês. Fui ao Egipto nessa altura e ao longo da excursão preferi sempre as explicações em inglês do que em espanhol. Até fiz uma amiga americana que também estava na excursão - com a qual falava sempre em inglês.

Por isso, aproveitei sempre as oportunidade que tive para pôr os miúdos no inglês. Tiveram um pouco no infantário, mas não durou muito porque a maioria dos pais não queria - alguém até disse "mas o meu filho nem português sabe ainda falar, quanto mais inglês!"... enfim... Pois, é que é em pequenino que se aprende línguas, não é depois de velho... No 1º ciclo tiveram inglês como AEC e só a partir do 5º ano é que têm inglês obrigatório. Seja como for, o inglês deles é... muito básico... Daqui a uns aninhos gostava de mandá-los para Inglaterra nas férias para aprenderem inglês decentemente... O meu pai ia no verão para uma espécie de colónia de férias/trabalho, onde trabalhava nos campos de morangos e aprendia inglês (outros tempos...)

Além do inglês, fazer desporto é essencial a tantos níveis (físico, psicológico, social...), que penso que nem é preciso explicar! Os meus sempre fizeram muito desporto, tanto na escola como fora. Atualmente fazem desporto escolar (um ténis de mesa, o outro basquete), um anda na natação e o outro no futebol (com muita pena minha, este já não quer mais fazer natação...). O desporto é fundamental, e nunca me passaria pela cabeça dar-lhes castigos que implicassem deixarem de fazer desporto ou tirá-los do desporto para terem mais tempo para estudar (como infelizmente acontece). 

Além do inglês e do desporto, outra área que penso ser importante para um desenvolvimento equilibrado e para trabalhar outro tipo de competências, é... as artes! As artes ajudam os miúdos a pensar de forma criativa e inovadora - mesmo para aqueles que, como eu, não têm jeitinho nenhum (a não ser para a música)... 
Infelizmente, as únicas artes que os meus têm agora são as aulas na escola, mas já andaram no conservatório nas aulas de formação musical e no piano. Aliás, eu toco piano e tenho um piano em casa, mas... não há tempo para tudo...

Assim, as atividades extracurriculares que para mim são fundamentais são desporto, inglês e artes. O ideal é ver e aproveitar a oferta da escola e completar com atividades que eles gostem forem da escola! E, claro, nós podemos escolher por eles até um certo ponto (enquanto são pequeninos), mas depois mais vale serem eles a decidir o que é que querem fazer... não adianta andarem no futebol obrigados, quando o que querem mesmo é fazer judo... ;)


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08/10/2017

Ultimamente... via instagram

Pronta para ir votar!! 

Os meus treinos de natação em setembro, numa ferramenta chamada Speedo On.

Chá e um livro. Das melhores maneiras de passar uma tarde ou um serão.

Esta semana andei em destralhamento de roupa.

Qualquer recipiente ou superfície horizontal acumula tralha! Escondido debaixo dos perfumes, todas aquelas coisas... até uma mola de roupa!!

Conheço a Bea há anos, claro, mas só agora comprei o livro - e já comecei a ler. É daquilos livros que vou devorar!

O destralhamento continua. Estes são os vestidos de inverno que estou desejosa de usar mas ainda não posso porque ainda está imenso calor no Algarve!!! O vestido verde foi fora, a cor não me fica bem...



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06/10/2017

A minha rotina de limpeza da casa

Na verdade, não sou eu que limpo a casa... é a minha Glauciene. Pediram-me para falar das tarefas da minha empregada, portanto aqui vai! Raramente estou em casa quando ela está cá, mas acho que é mais ou menos isto que ela faz, uma vez por semana, em 4 horas.

Começa no meu quarto, muda os lençóis da cama e limpa o pó. Depois, vai para o quarto dos miúdos, muda os lençóis, arruma e limpa. De seguida, o escritório. Às vezes deixo a máquina a lavar para ela estender a roupa. Depois de mudar os lençóis, coloca os sujos na máquina de lavar (as tolhas das casas de banho e têxteis de cozinha sou eu que mudo e lavo, ao sábado). 

De seguida, limpa os vidros. Depois, as casas de banho. Depois disto tudo limpo, aspira o chão destas divisões (quartos, escritório, casa de banho, varandas) e lava com a esfregona. A seguir, passa para a sala e varanda da sala. Limpar pó, limpar vidros, a mesma coisa. A cozinha é a última divisão; limpa as bancadas, o fogão, o microondas, lava a louça. No fim, aspira e lava o chão. Enquanto o chão da cozinha seca, estende os lençóis, que entretanto a máquina já lavou.

Em linhas gerais, penso que é isto que ela faz... Quando chego a casa, sinto sempre aquele cheirinho a lavado maravilhoso! 
De vez em quando faz limpezas mais a fundo, como lavar as persianas, lavar os cortinados, esfregar as juntas do chão da cozinha, coisas assim...

Ela não passa a ferro, pois isso faço eu, geralmente ao domingo depois do jantar. Houve uma altura em que vinha duas vezes por semana, e da segunda vez vinha só duas horas dar uma geral e passar a ferro, mas achei que podia poupar dinheiro e fazer eu essas coisas. Geralmente à sexta-feira ou sábado de manhã damos uma aspiradela pela casa toda e um speed cleaning. Também ligo a máquina da roupa sempre que há roupa suficiente - pelo menos 2-3 vezes por semana. E sempre que alguma coisa está suja, limpamos na hora. Por exemplo, se algum gato vomita ou se o sofá está cheio de pêlos ou se o chão da cozinha fica sujo, limpa-se logo. E funciona bem assim!

A minha casa tem pouca tralha e portanto é fácil de limpar... Quatro horas dá na boa para fazer isto tudo e fica bem limpo. Claro que quanto mais tralha tivermos em casa... mais sujidade se acumula e mais tempo demoramos a limpar... Uma maneira de não perdermos muito tempo ou gastarmos muito dinheiro em limpezas é... claro, destralhar!!

Estive uns 3 ou 4 anos sem empregada e nessa altura fazíamos nós todas as limpezas, claro. Aqui ficam os posts que escrevi sobre as nossas rotinas de então:



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