18/04/2015

Reflexões sobre esta vida ocupada

Tanto tempo sem escrever!! Eu queria mesmo escrever mais neste espaço, mas o tempo não tem sido muito. Mas hoje lá arranjei um bocadinho para partilhar convosco algumas reflexões.

Como sabem, ou talvez não, desde setembro que voltei a ser estudante universitária. Além de investigadora na área das ciências do mar, sou agora aluna do 1º ano do curso de psicologia. Sempre quis tirar uma segunda licenciatura e achei que este era o momento certo. O balanço até agora é super positivo e o meu desempenho ultrapassou as minhas expectativas. Nunca tive tão boas notas como agora e no trabalho também tenho sido produtiva. Mas, claro, há coisas que ficam para trás. O blog, infelizmente, foi uma delas.

Eu acredito que conseguimos fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo. Temos que estabelecer prioridades e dizer não a outras coisas. Estes últimos meses têm sido uma grande lição de organização, gestão do tempo e equilíbrio. Portanto, hoje gostava de partilhar algumas das estratégias que tenho usado para conseguir fazer (quase) tudo!

>> Não me separo do meu bullet journal! O bullet journal é a agenda que uso para planear as semanas e os dias. É lá que aponto compromissos e coisas para fazer em cada dia. (num post futuro explico melhor como o uso)

bullet journal, sempre

>> O Google Calendar continua a ser o calendário para tudo. No início de cada semana passo os eventos agendados para o bullet journal, mas todo o planeamento futuro é feito no GCal.

>> Voltei ao Toodledo para as tarefas e projectos. Agora, com frequências para estudar e trabalhos para fazer, preciso de uma ferramenta mais robusta como o Toodledo para não me esquecer de nada!

>> Comecei a organizar as finanças com o Kakebo - e ando muito mais consciente do dinheiro que gasto, o que pode ser assustador...

>> A prática de yoga e meditação é cada vez mais importante. Tenho feito yoga praticamente todos os dias e sinto-me com uma saúde excelente (tirando estas alergias de primavera), o que me permite aproveitar bem os dias no trabalho, não faltar às aulas e ser produtiva.

yoga em casa

>> Já dizia São Francisco de Sales (1567-1622), "Meia hora de meditação por dia é essencial, excepto quando estiveres ocupado. Então, é necessária uma hora inteira." Infelizmente, temos tendência a fazer o oposto - quando mais precisamos, é quando surgem todas as desculpas para não o fazermos. Tenho tentado contrariar essa tendência, fazendo do yoga e da meditação uma prioridade.

>> O site de yoga online que eu adoro, o Ekhart Yoga, continua a ser a minha opção preferida para praticar. Não vou a ginásios nem atividades de grupo, nem nada disso - faço yoga, muito yoga, com os professores maravilhosos do Ekhart Yoga!

>> Ando a comer menos, já emagreci e sinto-me muito melhor! Eu gosto de comer e, frequentemente, comia demasiado às refeições, ficando depois com aquela sensação horrível de enfartamento. Agora tenho comido muito menos, levo mais vezes o almoço para o trabalho, e noto as diferenças... na barriga e na roupa!

>> Quando vejo televisão, é porque quero mesmo ver. Não vejo tv só porque não há mais nada para fazer. Gosto de ver alguns programas e filmes de vez em quando. Agora andamos a rever o Harry Potter!

>> Continuo a ler livros à noite e aproveito outros momentos para ler, por exemplo, quando levo os miúdos às atividades. Andar ocupada não é desculpa para deixar de ler - aliás, ler desanuvia-me a cabeça, sobretudo antes de dormir! E ando também a ler os livros do Harry Potter!

>> Também aproveito quando vou com um dos miúdos às atividades para fazer as compras semanais. Dantes ia às compras de propósito, num dia específico, mas agora aproveito estes períodos de tempo.


enquanto espero... 
 >> Passo a roupa a ferro uma vez por semana. Mas eu nunca consegui estar apenas a passar roupa a ferro - tenho que ver televisão ao mesmo tempo, e assim junto o útil ao agradável. Tenho ali um cesto cheio que vou passar daqui a pouco a ver o Harry Potter e a Ordem da Fénix!

>> Já não me preocupo tanto com a limpeza da casa. O J. aspira todos os dias, eu lavo o chão uma vez por semana (mais, se for preciso, claro). Tenho limpo a minha casa de banho de manhã, enquanto me despacho, e limpo o resto em bocadinhos de tempo. Se olho e está sujo, pego num pano e limpo. Não há cá dias específicos nem ordens pré-definidas para as limpezas.

>> Incrivelmente, agora que ando muito mais ocupada, tenho tocado imenso piano! Costumo tocar sempre 10-15 minutos quando chego a casa, e um pouco mais ao fim de semana. Dantes passavam-se meses sem abrir o piano - agora, nem o fecho. (e recomecei também a tocar guitarra!!)


>> Tenho dormido muito melhor. No 1º semestre tive problemas de sono, mas, graças a estas estratégias, parece que esses problemas já estão completamente ultrapassados!

>> E por fim, obrigo-me a passar 24 horas seguidas, geralmente ao sábado, sem fazer absolutamente NADA de escola nem de trabalho! Agora os meus dias de trabalho/escola têm muitas horas - é o trabalho propriamente dito, interrompido para ir às aulas (se bem que não vou a todas), e mais 1-2 horas de trabalho depois dos miúdos irem para a cama. Por isso, durante um dia inteiro por semana não faço nada. Muitas vezes apetece-me e chego mesmo a planear tarefas na agenda, mas controlo-me - o cérebro também precisa de descanso!



Bom, o Harry Potter e a pilha de roupa para passar estão à minha espera!


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03/04/2015

Mais um produto verde na minha rotina de beleza || a esponja Konjac

Há dias o Círculo Bio, uma loja de cosméticos biológicos sobre a qual já falei aqui, contactou-me para ver se eu gostava de experimentar a esponja Konjac. Nunca tinha ouvido falar de tal coisa, mas fui investigar e fiquei interessada no assunto.

A esponja Konjac é feita de fibras vegetais de uma planta asiática, Amorphophallus konjac. É usada há mais de mil e quinhentos anos na Ásia como produto de beleza para peles sensíveis. As esponjas que são comercializadas são 100% naturais, sem corantes, aditivos ou produtos tóxicos, e têm certificação vegan e cruelty-free. Depois de ler isto, fiquei entusiasmada e escolhi uma esponja facial com carvão de bambu, adequada para peles oleosas e problemáticas. Há uma grande variedade de esponjas, consoante os tipos de pele.



A esponja chegou há uns dias e já sou fã! Tenho-a usado de manhã e à noite para limpar e esfoliar suavemente a pele, sem necessidade de usar qualquer outro produto além da água. A pele fica super macia e sedosa! Tenho seguido os seguintes passos:

1 | Molho bem a esponja, pois quando seca é dura que nem uma pedra.
2 | Massajo a face com movimentos circulares, dando especial atenção às zonas mais problemáticas (no meu caso, o queixo). Não tenho usado produtos de limpeza, mas pode adicionar-se se necessário.
3 | Após utilizar, molho novamente a esponja e espremo-a para retirar o excesso de água; depois penduro-a e fica a secar ao ar.
4 | Tenho usado sempre de manhã e à noite.

Estou a adorar, mesmo! Uma nova adição verde à minha rotina diária!


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23/03/2015

Destralhar é um processo contínuo

Por mais minimalista que uma pessoa seja, a entrada de tralha em casa é inevitável, sobretudo quando não se vive sozinho. Por outro lado, há coisas que já estão em casa e deixam de ser úteis e transformam-se em tralha. Por isso, é necessário uma revisão frequente das coisas que temos e uma avaliação objetiva da sua utilidade. Neste passado fim de semana foi o que andei a fazer em casa - destralhar!

O meu grande problema sempre foi e continua a ser a roupa. Apesar de ter reduzido drasticamente roupa, sapatos e acessórios, ainda tenho peças que não uso e que estão guardadas no topo de um roupeiro. Tinha uma mala de viagem e vários sacos de plástico com roupa guardados que foram alvo de limpeza. 


Consegui pôr muita roupa de parte para dar, mas mesmo assim ainda enchi a tal mala de viagem com roupa que não uso e não sei se voltarei a usar, mas que não consigo deitar fora para já... Coloquei uma etiqueta com a data, março 2015, e se daqui a um ano não tiver recuperado nada do que lá está, lá terei que ganhar coragem e livrar-me dessa roupa...


Na parte de cima desse roupeiro temos uma série de coisas que não usamos muito (ou nunca): a tenda de campismo, material de mergulho, roupa e material escolar usado dos meus filhos. Era uma imensidão de livros e cadernos todos escritos, riscanhados e até rasgados, que já não dava para reaproveitar. Os miúdos também meteram mãos à obra e destralharam as suas coisas! Resultado: um saco cheio de papelada para reciclar.



Fiquei ainda com um montinho de livros para dar/vender e umas botas lindas de pele que usei muito pouco porque têm salto alto que gostava que encontrassem uma nova dona...

Mas o importante é que a parte de cima do tal roupeiro ficou bem mais leve! 


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09/03/2015

O que significa parar e prestar atenção

Ontem estive em mais uma tarde de atenção plena organizada pela sangha que frequento aqui no Algarve, a Sangha Flor de Amendoeira, que pratica mindfulness na tradição do monge Thich Nhat Hanh. Estas tardes de mindfulness consistem em vários tipos de meditação - guiada, sentada e caminhando, chá e biscoitos e, por fim, partilha do Dharma (dharma são os ensinamentos do Buda). Na partilha do Dharma é dado um tema e cada um conta as suas experiências relacionadas com esse tema. Ontem falámos do poder de não fazer nada.

Antes de partilhar as minhas experiências, ouvi os outros com atenção e reflecti. Apercebi-me que os últimos meses da minha vida (desde que entrei para o curso de psicologia e tive, e tenho, que equilibrar isso com o trabalho e a família e tudo o resto) foram dos mais ocupados de sempre. No entanto, tenho sido super produtiva e tenho tempo para fazer outras coisas. Consigo ir às aulas, fazer os trabalhos, estudar (e tirar excelentes notas), consigo fazer investigação, escrever artigos, ter muitas ideias, estabeleci novas colaborações, recomecei a tocar piano, tenho mais tempo para ler... Estou, de facto, mais ocupada, mas consigo fazer muito mais. 

Mas como é que é possível? 

É possível porque tenho momentos em que tudo pára e consigo voltar a mim mesma. Levo a meditação mais a sério, o que me torna mais concentrada; respiro de forma consciente várias vezes ao dia, o que me ajuda a acalmar e a encontrar o foco; tenho passado mais tempo sozinha, o que é imprescindível para uma pessoa introvertida como eu, ganhando assim mais energia; tenho reflectido e posto em prática os ensinamentos do Buda e, com isso, vejo o mundo mais cor de rosa (por exemplo, ainda esta manhã passei no corredor por uma colega, disse-lhe bom dia e ela fez um sorriso amarelo; a minha primeira reacção foi pensar "que parva", mas logo de seguida disse para mim própria "não a julgues! não sabes o que se passa com ela, por isso não a julgues!"; e em vez de ficar a pensar mal dela, a emoção que surgiu foi a compaixão).

Parar e não fazer nada é um conceito importante no budismo e é uma prática fundamental nos ensinamentos do Thich Nhat Hanh. Mas parar e não fazer nada é importante sobretudo para pessoas muito ocupadas. Como já pude comprovar, parar e não fazer nada torna-me mais produtiva. Em vez de passar o dia stressada, a fazer várias coisas ao mesmo tempo, tento fazer pouca coisa em cada dia, mas dando toda a minha atenção ao que estou a fazer. Em vez de levar companhia (humana) ou livros para ler enquanto almoço, tenho comido sozinha, em silêncio, com atenção plena - presto atenção à comida e como mais devagar, e assim até fico satisfeita com menos comida!

Qualquer momento do nosso dia a dia pode ser um momento de atenção plena. Até quando lavamos os pratos! Em vez de pensares na chatice que é lavar a louça, sente antes a água nas mãos, a espuma do detergente, a alegria que é tirar a sujidade da louça e vê-la a brilhar... Se tivermos esta atitude perante todas as atividades do nosso dia a dia, as coisas ficam mais bem feitas e tiramos delas muito mais prazer. 

Ontem a Jane contava que um dia, ao ver uma das irmãs de Plum Village (um mosteiro budista em França) a cortar cenoura, Thich Nhat Hanh perguntou-lhe porque é que ela estava a cortar as cenouras. A irmã respondeu que tinha que ser, era para o jantar. Resposta errada, disse ele; estás a cortar as cenouras porque gostas de cortar cenouras, porque isso traz-te alegria! 

É impossível não ficar com um sorriso na cara quando olhamos para as coisas desta forma...


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06/03/2015

Mindfulness no computador



Ok, não se chateiem com estes últimos posts que são todos sobre estas temáticas do mindfulness, budismo e coisas do género. Os outros assuntos não foram esquecidos e como vou em breve fazer um decluttering geral lá em casa, esperam-se novos posts sobre o destralhar!

Mas agora quero mesmo partilhar uma ferramenta que tenho usado ao longo do dia trabalho - quando estou sentada ao computador.

Como sabes, ter consciência plena é estar no momento presente. Não no futuro, nem no passado, mas no agora. Uma das melhores maneiras de fazer isso, de voltar ao momento presente, é tomando consciência da respiração. Mas ao longo dia dia, quando não estamos a praticar meditação nem asanas, como é que nos lembramos disso? Como é que podemos parar e tomar consciência deste momento?

Convidando o sino. Em Plum Village, uma comunidade budista em França onde vive Thich Nhat Hanh, toca um sino várias vezes ao dia. Ao ouvi-lo, as pessoas imobilizam-se e as conversas param. E começam a respirar de forma consciente. Bastam três respirações conscientes para libertar as tensões no corpo e retornar a um estado calmo e claro.

É isto que tenho andado a fazer quando estou ao computador. Instalei o Bell of Mindfulness no Chrome. O sino toca em intervalos pré-definidos, de 5 minutos a 1 hora. Tenho o meu para tocar de hora a hora. Toca 3 vezes, e eu páro o que estou a fazer. Fecho os olhos e respiro de forma consciente 3 vezes, acompanhando o sino e repetindo para mim própria:

Inspirando, eu sei que estou a inspirar.
Expirando, eu sei que estou a expirar.

Quando abro os olhos, o mundo mudou. Voltei a mim, ao momento presente, e consigo ver as coisas mais claramente. 

Há muitas aplicações deste género, para PC e telemóveis. Aqui podes encontrar algumas sugestões.

E tu, como é que praticas o mindfulness no dia a dia?


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05/03/2015

Eu sonhei...


... em criar um núcleo de estudos do dharma em Faro. Vamos por partes. O que é o dharma? Basicamente, são os ensinamentos do Buda. 
Quem lê este blog há algum tempo sabe que eu descobri o budismo há alguns anos e identifico-me imenso com essa filosofia de vida. 
Quem lê o blog há algum tempo sabe que eu pratico meditação e sabe que eu gosto muito do monge budista Thich Nhat Hanh. 
Quem me conhece melhor sabe que uma das maiores fontes da minha felicidade é partilhar com outros o pouco que sei - seja sobre produtividade, gestão do tempo, minimalismo, yoga, ciência... 
Quem me conhece bem sabe o prazer, a honra e a gratidão que sinto quando leitores me enviam emails ou comentários a dizer que este blog mudou as suas vidas. 
O que ninguém sabe é que eu gostava de levar isto um pouco mais longe. Devagar, mas longe.

Uma das coisas de que sinto falta é de um grupo com quem possa meditar e analisar textos budistas. Esses grupos existem - mas não em Faro. Além da Sangha Flor de Amendoeira, na qual participo de vez em quando, não tenho mais contacto com outros entusiastas dos ensinamentos do Buda. 
E então pus-me a sonhar. 
Que bom que seria fazer parte de um núcleo de estudos do dharma, que se reunisse semanalmente para meditar um pouco e ler e discutir textos com uma chávena de chá quente... Um grupo onde pudéssemos aprender, ensinar, tirar dúvidas, debater, filosofar, meditar... Um grupo onde, durante uma ou duas horas semanais, pudéssemos voltar a nós próprios e viver em consciência plena.

Portanto, o que eu gostava de saber com isto, leitores da zona de Faro, é se alguém teria interesse em participar de um grupo de estudos do dharma (quem estiver mesmo, mesmo interessado, por favor envie-me um email ou msg pelo facebook). É isso.

E para terminar, fica aqui um texto de Thich Nhat Hanh - para ler e refletir. 

Porquê meditar?

A primeira coisa a fazer é parar qualquer outra coisa que esteja a fazer. Agora sente-se num lugar confortável. Qualquer lugar está bom. Observe a sua respiração. Ao inspirar, esteja ciente de que está inspirando. Ao expirar, perceba que está expirando.

Muitos de nós passam muito tempo sentados, muito tempo. Sentamo-nos nos nossos trabalhos, nos nossos computadores e nos nossos carros. Sentar-se neste contexto significa sentar-se de uma maneira que goste, sentar-se de forma descontraída, com a mente acordada, calma e clara. Isto é o que chamamos de sentar e é necessário algum treino e prática.

Na nossa vida diária, a nossa atenção dispersa-se. O nosso corpo está num lugar, a nossa respiração é ignorada e nossa mente divaga. Assim que prestamos atenção à nossa respiração, enquanto inspiramos, estas três coisas, o corpo, respiração e mente se unem. Isso pode acontecer em apenas um ou dois segundos. Você volta para si mesmo, sua consciência une esses três elementos e você torna-se totalmente presente no aqui e agora. Você está a cuidar do seu corpo, você está a cuidar da sua respiração e você está a cuidar da sua mente.

Quando faz uma sopa, tem que juntar todos os ingredientes certos em harmonia e deixá-los ferver. A nossa respiração é o caldo que une os diferentes elementos. Nós unimos espírito e mente através da nossa respiração e eles integram-se, assim são uma coisa só. Nós somos um todo. Não precisamos controlar o nosso corpo, mente e respiração, podemos apenas estar presentes para eles. Nós permitimos que eles sejam eles mesmos. Esta é a não-violência.

A energia da consciência plena pode ajudar a melhorar todo o seu ser. Basta prestar atenção à sua respiração. Permita que ela seja como é e vai ver que a qualidade da sua respiração torna-se naturalmente mais calma, mais profunda e mais harmoniosa por si só. Este é o poder do reconhecimento simples. Quando a respiração for mais profunda e mais pacífica, terá uma influência imediata no seu corpo e na sua mente. Paz e tranquilidade são contagiosas.

Imagine um barco cheio de pessoas que atravessam o oceano. O barco é apanhado numa tempestade. Se alguém entra em pânico e age precipitadamente, vai colocar em risco o barco. Mas se há pelo menos uma pessoa que está calma, esta pessoa pode inspirar calma nos outros. Tal pessoa pode salvar todo o barco. Esse é o poder da não-ação. A nossa qualidade de ser é o fundamento de todas as ações adequadas. Quando olhamos de perto as nossas ações e as ações daqueles que nos cercam, podemos ver a qualidade do ser por detrás dessas ações.

Imagine árvores de pé juntas numa floresta. Elas não falam, mas sentem a presença umas das outras. Quando olha para elas, poderia dizer que não estão fazendo nada. Mas elas estão a crescer e a fornecer ar limpo para os seres vivos respirarem. Em vez de descrever a meditação sentada como a prática da concentração, de olhar profundamente, e ter insight, gosto de descrevê-la como desfrutar de estar sentado sem fazer nada. Principalmente, sentar é desfrutar do prazer de sentar, estar totalmente vivo e em contato com as maravilhas do nosso corpo, o ar fresco, os sons de pessoas e aves e a mudança de cores no céu.

O termo para se sentar e estar consciente é meditação sentada. "Zen" é a pronúncia japonesa de Dhyana, que é a palavra sânscrita para meditação. Meditação é simplesmente a prática de parar e olhar em profundidade. Você não de se sentar para meditar. Quando olha profundamente, seja se estiver andando, cortando legumes, escovando os dentes ou indo à casa de banho, você pode estar a meditar. A fim de olhar profundamente, você precisa ter tempo para parar tudo e ver o que está presente.

Com plena consciência e concentração você pode direcionar a sua atenção para o que está presente e ter um olhar profundo. Você pode começar a ver a verdadeira natureza do que está à sua frente. O que está presente pode ser uma nuvem, um seixo ou um ser humano. Pode ser a nossa raiva. Ou pode ser o nosso próprio corpo e sua natureza impermanente. Todas as vezes que nós realmente paramos e olhamos profundamente, o resultado é uma melhor compreensão da verdadeira natureza do que está presente dentro de nós e ao nosso redor.

Quando as pessoas dizem: "Não basta sentar, faça alguma coisa," eles estão pedindo-lhe para agir. Mas, se a qualidade do seu ser é pobre, se você não tem suficiente paz, compreensão e equanimidade, se você ainda tem muita raiva e preocupações, as suas ações irão também ser pobres. As suas ações devem basear-se na fundação de um ser de alta qualidade. Ser é a não-ação, por isso a qualidade da ação depende da qualidade de não-ação. Não-ação já é alguma coisa.

Há pessoas que não parecem fazer muito, mas a sua presença é fundamental para o bem-estar do mundo. Você pode conhecer pessoas como estas, que são estáveis, nem sempre ocupadas fazendo as coisas, não ganhando muito dinheiro ou envolvidas numa série de projetos, mas que são muito importantes para si; a qualidade da presença delas torna-as verdadeiramente disponíveis. Elas estão contribuindo com não-ação, pela alta qualidade de sua presença. Estar no aqui e no agora, sólido e totalmente vivo, é uma contribuição muito positiva para a nossa situação coletiva.

Muitos de nós continuam a tentar fazer mais e mais. Nós fazemos as coisas porque achamos que precisamos, porque queremos ganhar dinheiro, realizar algo, cuidar dos outros ou queremos tornar as nossas vidas e o nosso mundo melhores. Muitas vezes fazemos as coisas sem pensar, seja porque temos o hábito de fazê-las, porque alguém nos pede ou porque achamos que deveríamos. Mas se a fundação do nosso ser não for forte o suficiente, então quanto mais fizermos, mais perturbada a nossa sociedade se tornará.

Às vezes fazemos muito, mas nós realmente não fazemos nada. Há muitas pessoas que trabalham muito. Há pessoas que parecem meditar muito, gastando muitas horas por dia fazendo meditação sentada, cantando, recitando, acendendo uma grande quantidade de incenso, mas que nunca transformam a sua raiva, frustração e ciúmes. Isso ocorre porque a qualidade do nosso ser é a base de todas as nossas ações. Com a intenção de realizar, julgar, ou agarrar, todas as nossas ações, mesmo a nossa meditação, terão esta qualidade. A qualidade da nossa presença é o elemento mais positivo que podemos contribuir para o mundo.

Quando se sentar, a primeira coisa a fazer é tornar-se consciente da sua respiração. Tornar-se consciente da sua respiração é o primeiro passo para cuidar de si mesmo. Ao se tornar consciente da sua inspiração e expiração, você pode ver como a sua respiração se move através do seu corpo. Você começa a tomar conta do seu corpo e da sua mente, e começa a encontrar alegria no simples ato de respirar. Cada inspiração pode trazer alegria; cada expiração pode trazer calma e relaxamento. Esta é uma razão boa o suficiente para se sentar. Nós não precisamos de nos sentar com a intenção de nos tornarmos mais espertos ou iluminados. Nós podemos sentar-nos para desfrutarmos apenas de estar sentados e estar a respirar.

Se perguntar a uma criança: "Porque é que estás a comer chocolate?”, a criança provavelmente vai responder "Porque gosto." Não há propósito em comer o chocolate. Suponha que sobe a um morro e permanece no alto para olhar em redor. Pode senti-ser muito feliz em pé sobre o morro. Não há uma razão para fazer isso. Sente-se, a fim de se sentar. Fique em pé a fim de ficar em pé. Não há nenhuma meta ou objetivo em sentar-se. Faça porque isso o faz feliz.

Fonte: “How to sit “– Thich Nhat Hanh
Texto retirado daqui, ligeiramente alterado para português de Portugal.
Versão pdf aqui.


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03/03/2015

Meditação do amor para crianças

A meditação do amor ou meditação metta (loving-kindness em inglês) é um tipo de meditação de tradição budista que desenvolve sentimentos de boa vontade, gentileza e compaixão em relação aos outros. Os benefícios desta meditação estão cientificamente demonstrados e incluem:

> aumento das emoções positivas e diminuição das emoções negativas
> aumento da conexão social
> diminuição de enxaquecas e dor emocional a elas associada
> diminuição de dor crónica
> diminuição de sindrome pós-traumático
> aumenta compaixão e empatia
> aumento da vontade de ajudar os outros

A meditação do amor é a minha preferida e tenho-a feito praticamente todos os dias. Para as crianças é também muito benéfica, mas claro que é feita em moldes diferentes. De vez em quando faço a meditação do amor com os meus filhos, antes da hora de apagar a luz e dormir. O que faço é ler a meditação do amor, enquanto eles ouvem com concentração e interiorizam o que é dito.

Encontrei esta meditação algures na internet (já não me lembro onde, mas foi partilhada por um praticante de budismo) e traduzi-a para português para poder lê-la aos miúdos. Aqui fica, se quiseres experimentar com os teus filhos! Claro que há coisas que podem ser modificadas, como os irmãos, de modo a adaptar a meditação à realidade de cada um.

-------Meditação do amor para crianças------

Vamos enviar amor para nós próprios.
Vou amar-me a mim próprio.
Quero ser feliz.

Pensa:

Eu gosto de mim.

Que eu possa estar livre da raiva.
Que eu possa estar livre da tristeza.
Que eu possa estar livre da dor.
Que eu possa estar livre das dificuldades.
Que eu possa estar livre de todo o sofrimento.

Que eu possa ser saudável.
Que o meu corpo possa ser saudável e forte.
Que eu possa estar cheio de amor.
Que eu possa ser feliz.
Que eu possa ser mesmo feliz.
Que eu possa estar em paz.

Agora espalho este amor.
Envio amor para a mamã e o papá.
Que a mamã e o papá possam estar livres de dificuldades.
Que eles possam estar livres da dor e da tristeza.
Que eles possam estar livres do apego, livres da raiva e da má-vontade.
Que a mamã e o papá possam estar livres de todo o sofrimento.
Que a mamã e o papá sejam saudáveis e felizes.
Completamente saudáveis e felizes.
Que eles possam estar em paz.

Agora envio amor ao meu irmão.
Que ele possa estar livre da tristeza.
Que ele possa estar livre da raiva.
Que ele possa estar livre da doença.
Que ele possa estar livre de todo o sofrimento.
Que ele seja livre e feliz.
Livre do sofrimento, livre das dificuldades.
Que ele seja feliz e saudável.
Que o meu irmão esteja em paz.

Agora envio amor aos meus professores e aos meus amigos.
Que eles possam estar livres da dor e do sofrimento.
Que eles possam estar livres da raiva e dificuldades.
Que eles possam ser felizes.
Que eles possam estar em paz.

Agora envio amor a todas as pessoas do planeta.
Que todos os seres do planeta possam estar livres do sofrimento.
Que eles possam estar livres da dor, angústia e desespero.
Que eles possam ser felizes, verdadeiramente felizes.
Que eles possam estar em paz.

Que todos os seres do Universo possam estar livres do sofrimento.
Que todos os seres, em todos os Universos, em todo o lado, possam estar livres do sofrimento.
Que eles possam ser felizes, mesmo felizes.
Que eles possam estar em paz.

Que todos os seres, de todos os tipos, em todo o lado, possam ser felizes e estar em paz.
Todos os tipos de seres, humanos e não humanos.
Todos os animais, plantas e outros seres.
Todos os seres e criaturas, sem excepção.
Que todos possam ser felizes.
Que todos possam estar em paz.

Eu abro o meu coração e em troca aceito o amor de cada ser e criatura.
Deixo esse amor entrar no meu coração.
E partilho os benefícios deste meditação com toda a gente.

Que todos os seres estejam bem e felizes.
Que todos os seres estejam bem e felizes.
Que todos os seres estejam bem e felizes.

Que todos os seres estejam em paz.
Que todos os seres estejam em paz.
Que todos os seres estejam em paz.


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02/03/2015

Uma entrevista comigo no Minimal

A Inês do blog Minimal entrevistou-me! Devo dizer que demorei algum tempo a responder às suas perguntas e algumas obrigaram-me a olhar mais cá para dentro. Espero que gostes do resultado! Podes ler a entrevista aqui!



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27/02/2015

O que significa não julgar

Ontem li este texto e não podia deixar de partilhar uma pequena passagem convosco.

Queres saber o que é não julgar o próximo? É isto:

Lembro-me da primeira que fui à Índia, em 1969. Foi na altura dos hippies e havia muito poucos ocidentais na Índia nesse período. Mas muitos deles vestiam-se totalmente com as exóticas roupas Tibetanas. Eu era bastante crítico acerca disto e achava que era ofensivo para os Tibetanos; achava que estes ocidentais estavam a copiar e a imitar os Tibetanos. 

Na altura, vivia com um monge Tibetano, e perguntei-lhe "O que é os Tibetanos acham destes ocidentais que andam por aí vestidos com roupas Tibetanas?". E ele respondeu "Achamos que gostam das roupas Tibetanas." Nenhum julgamento. Foi muito, muito útil.

Que seja esta a nossa intenção para hoje - não julgar os outros.


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17/02/2015

Identificar o essencial

Levar uma vida calma, serena, descansada, sem stresses, sem ansiedade, é um sonho de muitos de nós. Mas dar aquele primeiro passo é muito complicado para muita gente. A desculpa está sempre na ponta da língua - não tenho tempo. Às vezes também digo que não tenho tempo, mas na verdade o que quero dizer é que certa coisa não é prioritária para mim - ter tempo, tenho, mas não o quero ocupar com aquilo.

O problema não é falta de tempo. O problema é termos demasiadas coisas para fazer, muitas das quais, na verdade, não nos interessam. Como é que o minimalismo pode ajudar? Identificando o essencial e eliminando o resto!

Esta máxima do minimalismo não se aplica só nas coisas materiais. Aplica-se também nas nossas responsabilidades e compromissos.

> Começa por escrever numa folha todas as áreas da tua vida - todas as responsabilidades, compromissos, papéis que desempenhas.

> Olha friamente para essa lista - há alguma coisa que gostarias de eliminar? Alguma coisa com a qual não queres mais perder tempo? Não te prendas ao facto de os outros estarem à espera de certas coisas de ti. Neste momento, pensa só em ti.

> Rodeia agora as responsabilidades que são mais importantes para ti. Não há um número certo - podem ser mais ou menos que 4 ou 5.

> A partir deste momento, tenta ocupar a maioria do teu tempo nestas atividades e responsabilidades que são importantes; tenta eliminar ou reduzir ao máximo as outras.

Quando fiz este exercício pela primeira vez, eliminei muita coisa da minha vida, desde coisas grandes como responsabilidades num partido político, até coisas pequenas como o uso de várias redes sociais.

O que fiz daí para a frente, e faço regularmente, é estar consciente do que é essencial e do que é acessório. Ainda há dias tive que olhar friamente para as coisas e decidir se uma dada atividade física, à qual fiquei com muita vontade de voltar, era mesmo importante para mim. Apesar de ser uma coisa que já me deu muito prazer e que adoro, não tenho agora espaço nem tempo para ela. 
Também recebi, há poucas semanas, uma proposta de um editora para escrever um livro. Isso, eu adorava mesmo fazer, mas os prazos que me deram não eram compatíveis com o resto da minha vida. Olhando friamente para as coisas, vi que o mais importante são as minhas responsabilidades do momento, e não posso nem quero prejudicá-las com coisas que até são giras e interessantes, mas não são, pelo menos neste momento, essenciais. 

Há tempo para tudo - mas não tudo ao mesmo tempo.



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09/02/2015

Uma mente flexível

Uma das coisas que o Buda nos ensinou é que o apego traz sofrimento. O apego às coisas, o apego ao que queremos, o apego aos resultados que desejamos obter, tudo isso, quando perdemos as coisas ou não conseguimos o que queríamos, é uma fonte de sofrimento. O amor, claro, também é uma forma de apego. Claro que devemos amar, mas também devemos saber praticar o desapego (o "let go" em inglês soa melhor que a versão portuguesa) quando é necessário.

Mas o que eu queria mesmo escrever hoje é sobre o nosso apego aos resultados, à maneira como queremos que as coisas se desenrolem. Por exemplo, quando começamos um novo projecto, de trabalho ou pessoal, temos à partida uma ideia dos resultados que gostaríamos de obter. Quando conhecemos alguém, temos expectativas em relação a essa pessoa. Quando os nosso filhos vão para escola, queremos que eles obtenham um determinado rendimento. E quando as nossas expectativas em relação a nós próprios e aos outros não se concretizam, sofremos. Sofremos porque estamos apegados a um determinado resultado. 

A vida torna-se muito mais cor-de-rosa quando nos deixamos de expectativas, quando não temos ideias pré-concebidas, quando não esperamos nada dos outros. Não faz mal termos planos e objectivos para a nossa vida, claro, mas faz mal olharmos só para a meta e não gozarmos o caminho. Faz mal pensar só no futuro e não viver o presente. Faz mal não ser flexível em relação ao mundo. O mundo, as pessoas, a energia, tudo está em constante mudança - uma mente flexível e aberta permite uma melhor adaptação à variabilidade e, claro, pode prevenir grande parte do sofrimento.

As pessoas tiram conclusões demasiado depressa e fazem julgamentos acerca dos outros baseados em muito pouco. Se fulano passou por mim na rua e não me cumprimentou é porque é um malcriado e tem a mania que é melhor que os outros. Nem se põe a hipótese de fulano estar distraído, completamente absorvido pelos seus pensamentos, totalmente focado no seu mundo interior. Se beltrano cometeu uma inconfidência é porque fez de propósito para lixar sicrano. Sicrano nem põe a hipótese de não ter sido intencional por parte de beltrano - não, beltrano é mesquinho e o seu objetivo é deixar os outros mal. 

Estes mal-entendidos estão sempre a acontecer. As pessoas tiram conclusões precipitadas, não olham para o outro lado, e, infelizmente, quando não têm os dados todos, assumem sempre o pior - dar o benefício da dúvida parece que caiu em desuso. Será que é por estarmos apegados àquela mentalidade judaico-cristã que nos diz que somos todos pecadores? 

Eu não sei o que é, mas acredito que as pessoas são fundamentalmente boas e que o ambiente que as rodeia é que as molda e as leva a agir de outras maneiras. E, por isso, acredito que todos podemos mudar e melhorar, e começar a olhar para os outros e para o mundo de outra forma - de uma forma mais positiva. Sim, há muita coisa má, mas também há muita coisa boa no mundo - e parece que muita pessoas perderam a capacidade de ver a parte boa, de dar o benefício da dúvida, de assumir o melhor em vez do pior. 

Considerando que a física quântica nos diz que a nossa consciência cria a nossa própria realidade, o que proponho hoje é treinar a flexibilidade da mente. Durante uns dias, tenta ver sempre o lado positivo das coisas. Não penses no que não tens, mas sim no que tens, e sente-te grato por isso. Não assumas que os outros só querem é lixar-te; tenta olhar pelos olhos dos outros e tenta compreendê-los. Lembra-te que se alguém te falar mal, eles é que têm algum problema, não tu; então, porquê ficares tão chateado com isso? Não te deixes influenciar pela negatividade que há à tua volta; atreve-te a ser diferente e deixa, sim, que a tua positividade influencie os outros. Lembra-te que os seres humanos têm muita bondade cá dentro; cabe a cada um de nós cultivá-la e deixá-la florescer. E, assim, mudar o mundo.



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30/01/2015

As maravilhas do vinagre

Uma das maiores mudanças que fiz em casa quando abracei um estilo de vida mais simples e mais sustentável, foi começar a usar produtos de limpeza mais "verdes". Já experimentei várias receitas e vários produtos, mas gosto de manter as coisas simples e usar o mínimo de produtos possível.

O vinagre é o meu favorito! Uso-o para quase tudo, por causa do seu poder desinfectante! Depois de experimentar várias receitas, umas com mais outras com menos vinagre, adoptei esta:

> meio litro de vinagre de vinho branco
> meio litro de água
> um fio de Fairy
> algumas gotas de óleo essencial (opcional)

Tenho frascos de spray com esta mistura na cozinha e casas de banho, e uso-a para limpar e desinfectar bancadas, fogão, electrodomésticos, caixotes do lixo, tábuas de cortar, louça cheia de gordura, louças sanitárias, azulejos, caixote dos gatos, tapetes de yoga, vidros, espelhos, e todos os móveis excepto os de madeira. Quando é necessário um maior poder de limpeza, como para as sanitas, posso adicionar um pouco de bicarbonato de sódio. Também uso vinagre puro, bicarbonato de sódio e água quente para desinfectar as garrafas Sigg. Para lavar o chão, coloco cerca de meia chávena de vinagre puro para meio balde de água quente, umas gotas de Fairy e umas gotas de óleo essencial. Não é que o chão fique a cheirar a vinagre, mas com as gotas do óleo fica um cheiro mais agradável.

O vinagre de cidra também tem várias aplicações. Por exemplo, uso-o na máquina de lavar roupa como amaciador; coloco menos de meia chávena e umas 5 gotas de óleo essencial. O vinagre de cidra também pode ser usado como amaciador de cabelo! Sim, já usei e garanto que o cabelo não fica a cheirar a vinagre.

A única coisa na qual não consigo mesmo pôr vinagre... é na comida!

E tu, és adepta do vinagre e de outros produtos de limpeza verdes?


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