02/07/2015

A minha dieta || Dia 1

Oficialmente, comecei ontem, dia 1, a minha dieta dos 31 dias - dieta inspirada pela Ágata Roquette, mas como já expliquei aqui, com muitas alterações. Uma dessas alterações refere-se à fruta. Não dá para ficar 15 dias sem comer fruta... Uma colega minha que fez os primeiros quinze dias da dieta, seguindo o livro, ficou com uma enorme obstipação. Eu estive 2 dias sem comer fruta, não de propósito, mas por mau planeamento, e ontem já não fui à casa de banho - e eu vou todos os dias, sem falhar! Aqui fica a comida de ontem.

1 julho 2015, 4ªf - 57,2 kg

0900 - 4 tostas integrais, 2 fatias queijo, 1 fatia fiambre, iogurte
1145 - gelatina (1 colher de sopa)
1230 - salada pequena com alface, cenoura, 4 tomates cherry, frango, queijo fresco, ovo cozido, e um pouco de molho iogurte
1330 - chá de frutos vermelhos, 2 quadrados de chocolate preto (70% cacau)
1600 - cenoura, gelatina
1730 - ovo cozido
tinha fome, daí os 2 lanches...
1930 - sopa light, salada (muito parecida à do almoço) e sumo multivitamínico da loja das sopas
não consegui comer tudo… ao jantar como sempre menos...
2200 - uns quantos smarties dos meus filhos...
pura gula...
água - c. 1,5 L

Nestes 3 dias já percebi que tenho que fazer ainda mais alterações. Por exemplo, comer fruta ao pequeno-almoço. Eu não gosto nada de iogurtes, mas se misturar fruta, já consigo comê-los. Também quero comer fruta a meio da manhã, e assim comer 2-3 peças de fruta até à hora de almoço. Também ando a reprensar a gelatina - eu gosto de gelatina, mas só posso comer um bocadinho de cada vez (duas colheres de sopa), pois se comer mais fico mal dos intestinos... Logo, valerá a pena comer tão pouca gelatina? Mas por outro lado, é bom ter gelatina sempre feita para quando me dá vontade de comer coisas doces... como um bocadinho e fico satisfeita... Bom, vamos ver como correm hoje as coisas...

01/07/2015

Estas coisas das dietas dão sempre muita conversa...

Talvez por ser um tema tão próximo de todos nós, que nos afeta tanto, física e psicologicamente, falar (ou, neste caso, escrever) sobre dietas e alimentação gera sempre muita conversa (comentários aqui, no facebook, emails, etc.). Portanto, achei melhor esclarecer bem o que é que estou a fazer, para ninguém ficar preocupado comigo.

Como escrevi aqui, a dieta paleo atrai-me imenso - comidas não processadas, o mais próximo possível do seu estado natural, incluindo muita fruta, verduras, peixe e carne (sim, eu gosto muito de carne!). Eu não engordo facilmente - tenho este peso, 57-58 kg, há uns quantos anos. Mas também não tenho conseguido perder alguns quilos por um motivo muito simples - eu como muito e gosto de hidratos de carbono. Se não fosse ativa fisicamente, provavelmente pesaria ainda mais, mas as calorias em excesso lá se vão queimando...

Posto isto, eu sei, por experiência própria, que para perder peso tenho que cortar nos hidratos de carbono complexos - isto para mim é terrível, porque adoro arroz! Mas basta-me estar 2 ou 3 dias sem comer arroz (pão e massas não contam porque não costumo comer) que emagreço logo. O problema é que nunca fiz isto de forma consistente. Perco 1 kilo durante a semana, mas no fim de semana como bem, arroz de pato, arroz de coelho e coisas do género, e ainda faço bolos ou salame de chocolate - e claro que o que perdi durante a semana, volta. Tenho andado nisto há muito tempo e chegou a altura de lhe pôr um fim - de assumir de uma vez por todas que tenho que levar isto a sério se quero perder estes kilos e não voltar a ganhá-los.

O que é que me fez ter este clique, agora? Os livros da Ágata Roquette. E assim, inspiradíssima, decidi fazer a dieta dos 31 dias - com alterações, tal como escrevi aqui. Porquê alterações? Primeiro, porque eu não quero perder 20 kg. São só 3 ou 4. Logo, não preciso (nem quero) de nada muito restritivo. Segundo, deixar de comer fruta está fora de questão - mas devo, sim, diminuir a quantidade de fruta que como (que é bastante!). Deixar de comer sopa também nem pensar - mas posso começar a fazer sopas sem batata, cenoura e abóbora, como a Ágata aconselha. Em relação aos produtos de charcutaria, que é, para mim, o mais estranho da dieta (do tipo comer 2 salsichas de aves como snack??), não faço porque não gosto muito dessas coisas... Gosto de uma bela chouriça assada com pão, sim, mas mortadela, fiambre (da perna como, de aves nem pensar) e coisas do género dispenso. E para mim, peixe e carne é grelhado, de preferência no carvão - eu não gosto de cozinhar, por isso não me meto em cozinhados complicados... quanto mais simples e menos trabalho der, melhor!

Com estas alterações todas, até me podem dizer que isto assim não é a dieta dos 31 dias da Ágata - pois não, é a dieta dos 31 dias da Rita. Alguns leitores ficaram um pouco chocados e/ou preocupados por eu querer fazer esta dieta, mas espero assim descansá-los. Mas acredito que o que resulta para uns não resulta para outros. E acredito que não devemos dizer mal de uma coisa sem a experimentarmos antes (por exemplo, eu odeio zumba, mas a verdade é que nunca fiz nenhuma aula... devia primeiro experimentar, mas depois poder falar - o mesmo em relação às dietas ou seja o que for).

Eu sei, por experiência, o que me faz perder peso - preciso é ser consistente nesses meus esforços. Não me adianta comer "bem" durante a semana e depois enfardar tudo e mais alguma coisa ao fim de semana - é esta a mudança que tenho que fazer. Portanto, nem é tanto uma mudança de alimentação; é mais uma mudança na motivação - e isso encontrei nos livros da Ágata. 

Outro livro que li o ano passado e me diz muito mais, em termos de alimentos, é A Dieta Viva da Ana Bravo - um plano baseado na dieta paleo, com redução progressiva dos hidratos de carbono complexos. Mas com a duração de 6 (ou mais) semanas e várias fases, a coisa aborreceu-me... 31 dias é, para mim, o período ideal, pois estou de férias, na praia, onde praticamente só comemos grelhados no carvão. Já li boas críticas ao livro A Dieta Perfeita, também de uma nutricionista, Mariana Abecasis, e vou hoje comprá-lo (se o encontrar aqui em Faro).

Concluindo, acredito que só com muita experimentação é que percebemos o que é que funciona para nós. Ainda hoje estava a falar com uma colega, que tem perdido peso mas a um ritmo muito lento, e ela ainda não percebeu o que é que está a fazer mal, mas deverá ser qualquer coisa na alimentação - quando perceber o que é, as coisas se encaminham! O problema é que há que experimentar e pode levar tempo. No outro dia, uma menina da Herbalife ficou espantada por eu dizer que emagreço quando corto nos hidratos de carbono complexos - ela estava a aconselhar-me comer HC complexos a todas as refeições para emagrecer!! 

Há, portanto, que ter bom senso e sentido crítico - não é por me dizerem para deixar de comer fruta que o vou fazer. Prefiro tirar ideias daqui e dali e adaptá-las à minha realidade. Não sou pessoa de seguir cegamente seja o que for - incluindo planos alimentares. Quando tenho fome como! Não posso é comer um pacote de bolachas quando tenho fome, mas sim uma peça de fruta, um ovo cozido, ou algo do género. É esse tipo de mudanças que tenho que fazer - e manter.

Bom, este post já vai longo e tenho mais que fazer (tenho que ir moer a sopa sem batata, cenoura e abóbora que está ao lume), mas quando puder ponho aqui o meu plano alimentar ideal - o plano que eu gostaria de ser capaz de seguir durante 31 dias para perder estes malditos quilinhos!

Os primeiros dois dias

Oficialmente comecei a dieta dos 31 dias hoje, dia 1 de julho, mas na prática foi na segunda-feira. Segue-se então o que comi nestes dois dias, com comentários sempre que necessário, e a bold os alimentos que não deveria ter comido...

29 junho 2015, 2ª f - 58,1 kg

0830 - 4 tostas integrais, 2 fatias queijo flamengo, 1 fatia fiambre da perna, iogurte
No livro as tostas são proibidas, mas prefiro tostas integrais do que ter que comprar pão todas as manhãs, ou ter que descongelar pão...
1100 - maçã, mini babybel 
fiquei com fome; não é suposto comer fruta nos primeiros 15 dias, mas isso para mim vai ser difícil - e além do mais, só quero perder 3-4 kg!! fico-me com um peça de fruta por dia...
1230 - posta de bacalhau no forno, salsicha grelhada, salada montanheira
1330 - chá frutos vermelhos, 2 quadradinhos chocolate preto
o chocolate preto, apesar de ser saudável, não é aconselhado porque atrás de 2 quadradinhos vem a tablete inteira - isto é verdade para os outros chocolates, mas com o preto consigo comer apenas os 2 quadradinhos e fico satisfeita (já lá vai o tempo em que comia SEMPRE um KitKat depois do almoço...)
1730 - 2 ovos cozidos, 1 cenoura crua, 2 quadradinhos de chocolate de leite
o chocolate era dos miúdos... não resisti
2000 - bife perú grelhado, tomatinhos, pepino, mais uns quadradinhos de chocolate de leite
2300 - gelatina
como pouco gelatina de cada vez, porque se for muita, provoca-me cólicas intestinais, não sei porquê...
água - c. 2 L

30 junho 2015, 3ªf - 57,4 kg

0900 - 4 tostas integrais, 2 fatias queijo, 1 fatia fiambre, iogurte, chá limão e gengibre
1230 - eirozes fritas com arroz de tomate, 3-4 fatias de pão branco com manteiga
fui almoçar fora, é por isso... serve como a refeição da asneira
1400 - chá earl grey
1700 - 1 fatia salame de chocolate
uupps...
1800 - 1 colher de sopa de gelatina
1900 - espetada de peru, cenoura crua, bocadinho de gelatina
2215 - bocadinho de gelatina
água - c. 1,5 L
hum, nenhuma fruta e quase nenhuma verdura... assim está mal...

A dieta dos 31 dias - dia 0



Comprei o livro da nutricionista Ágata Roquette, A Dieta dos 31 Dias, há já alguns anos, provavelmente na altura da sua primeira edição. Li-o, achei interessante, mas dietas não é cá comigo. Não é que eu precise muito de fazer dieta... Nos últimos anos tenho andado por volta dos 57 kg, com um máximo de 59 kg fruto de muitos palmiers cobertos - mas tenho gordurinhas a mais que me dão um ar volumosa, por ter músculos por baixo... O meu peso ideal seriam uns 54 kg, que é o peso que mantive desde a adolescência até há uns anos atrás (já depois de ter filhos). Entretanto, não sei bem o que mudou, talvez tenha começado a comer mais, o metabolismo começou a diminuir, e vieram esses kilinhos a mais... Nada de grave, mas a verdade é que não me sinto bem e quero perder esses kilos.

Já tentei muitas vezes, mas só durante 1 ou 2 dias. A força de vontade nunca foi muita... Mas agora estou mesmo decidida! Depois de ler novamente A Dieta dos 31 Dias e outros dois livros da Ágata, As Regras de Ouro e Juntos Conseguimos, decidi-me. Os testemunhos são inspiradores - se pessoas com imenso peso a mais conseguem perder dezenas de kilos, por que é que eu não hei-de conseguir perder uns 3 ou 4 kg? Encontrei também o blog da Teresa, uma das retratadas no livro Juntos Conseguimos, com a mesma altura que eu (1,62 m), mais ou menos a mesma idade - que quando meteu na cabeça que tinha que emagrecer, perdeu 12 kg, passando dos 64 para os 52. Fiquei inspiradíssima!

Assim, deitei mãos à obra! Em primeiro lugar, estabelecer um objetivo realista em termos de perda de peso. No livro é aconselhado um IMC de 22.5, mas isso em mim equivale a 59 kg! Penso que essa indicação é para quem tem mesmo excesso de peso e não para uma pessoa com peso normal que apenas quer ver-se livre de umas gordurinhas... Eu quero chegar aos 54 kg, que corresponde a um IMC de 20.6. 

Comecei a fazer a dieta (com algumas alterações) esta segunda-feira. Tinha 58.1 kg; hoje de manhã tinha 57.2 kg. Hoje também peguei na fita métrica e fiz umas medições. Aqui ficam os meus valores iniciais, a 1 de julho:

peso = 57.2 kg
cintura (no umbigo) = 82 cm
anca (na zona do cóccix) = 95.5 cm
coxa (zona mais larga) = 58 cm
joelho = 36 cm

Não fiz outras medições que se costumam fazer, como à volta do peito ou na barriga das pernas, pois não tenho grandes gorduras aí...

O objetivo para estes 31 dias é chegar aos 54 kg. São 3 kg em 31 dias - parece-me realista. 

Na verdade, não ligo muito a balanças e outras medições - o que quero é olhar-me ao espelho e não ver aquelas gorduras a mais em cima dos músculos. Aliás, perder massa muscular é sempre um receio que tenho quando penso em fazer dietas - não me importava de perder um pouco nos dorsais, mas no resto não! (fiz musculação a sério há muitos anos atrás e gosto de corpos atléticos - sem gorduras em cima!) Mas esta dieta baseia-se na eliminação dos hidratos de carbono, mantendo quantidades adequadas de proteína -  e como agora vou de férias e faço sempre mais desporto nas férias, já não me preocupa a perda de massa muscular.

Portanto, é isto! O plano é ir partilhando aqui no blog o que como todos os dias e o peso, à laia de accountability, já que estou a partilhar com a blogosfera que quero mesmo fazer isto... Vamos ver como corre...

E vocês, já fizeram esta (ou outra) dieta? Como correu?


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28/06/2015

Um ano (mesmo) diferente



Este ano (letivo) foi mesmo muito diferente. Em setembro ingressei numa segunda licenciatura. E previ que a minha vida, incluindo este blog, iria sofrer alterações. De facto, escrevi muito pouco ao longo destes últimos meses. Neste primeiro semestre de 2015 escrevi 26 posts, contrastando com os 86 em igual período do ano passado.

Mas afinal, como correu o ano? Em relação ao curso de Psicologia, estou a adorar. Fiz todas as unidades curriculares com excelentes notas (fui a melhor aluna do meu ano). Conheci outro trabalhador-estudante, também nos trintas e com filhos, com quem fiz parceria nos trabalhos de grupo e nos estudos - ganhei um novo amigo e contribuímos mutuamente para o nosso sucesso como alunos (ele foi o 2º melhor aluno do nosso ano). A coisa correu bem. Aprendi imenso e gostei mesmo dos conteúdos. O curso está a dar-me prazer, e enquanto assim for, estamos bem.

Em relação ao trabalho, que eu tanto receava prejudicar, também correu bem. Vi que o que interessa não é se fui menos produtiva por causa do curso, mas sim se teria sido mais produtiva se não fosse o curso (obrigada AB!) - acho que não teria sido mais produtiva se não me tivesse metido nesta nova aventura, por isso também se está bem nesse campo.

A verdade é que ter tanta coisa para fazer tornou-me muito mais disciplinada - e procrastinei muito, mas muito menos!

Portanto, o balanço é claramente positivo. Um ano diferente, sim, mas muito bom. As férias que vou tirar agora em julho até me vão saber melhor!

E sim, quero mesmo voltar a escrever com mais frequência aqui no blog... senti-lhe a falta. Obrigada a todos vós que continuam desse lado!


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18/06/2015

Londres... já não é o que era...

Já fui a Londres 3 vezes. A primeira foi em 1989, tinha eu quase 10 anos. Fui com a minha avó, uma senhora que, embora portuguesa, era muito british (e era professora de inglês), ficámos em casa de um amigo dela, durante quase 2 semanas. A segunda vez foi há 2 anos, e foi de passagem a caminho de Swansea, no País de Gales. Estive só uma tarde em Londres e fiz um daqueles passeios turísticos de autocarro. A terceira vez foi neste Natal; foi a família toda, meus pais incluídos, ficámos 6 dias e experienciámos o Natal londrino com muito frio.

Trafalgar Square, 1989

Devo dizer que, infelizmente, Londres desiludiu-me imenso. Lembro-me bem da primeira vez que lá fui, ainda criança, pois foi a primeira viagem a sério que fiz. Lembro-me que não se via tanta gente na rua como agora, e as pessoas com quem nos cruzávamos eram, na sua maioria, inglesas, londrinas, e turistas. Conseguíamos andar na rua, ir aos museus com calma, ver a Pedra da Rosetta sem tem que furar por um mar de gente. Lembro-me que a primeira vez que fui a um McDonalds foi nessa estadia em Londres - em Portugal ainda não havia McDonalds... 

Trafalgar Square, 2014

Nessa altura, Londres tinha alma. Agora, achei que Londres é uma amálgama de gente de todos os lados; senti que Londres perdeu a alma londrina. Senti que esta Londres já não é a Londres dos filmes, a Londres que eu conheci em criança, a Londres que nós idealizamos como o apanágio do british. Fiquei triste, pronto. 


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16/06/2015

Yoga, crianças, vegetarianismo... respostas a algumas questões

Às vezes recebo emails e comentários de leitores que querem saber mais sobre o meu percurso no yoga, sobre a prática de yoga dos meus filhos, e sobre a minha alimentação.

Um desses emails tocou-me bastante, pois descreve o blog de uma forma muito simples, mas que revela uma grande compreensão acerca de mim. Escreve a Sofia: 

Gostaria de a congratular como autora do interessante blogue The Busy Woman and the Stripy Cat que acompanho, de há uns meses a esta parte, e considero verdadeiramente inspirador. Trata-se de um espaço onde emana o desejo constante de aperfeiçoamento pessoal, desempenhando o yoga e a meditação um papel determinante, com uma tónica acentuada nos campos interrelacionados da organização e da gestão do tempo. A força de vontade e a determinação que manifesta, numa linha de fazer sempre mais e melhor, movem-me a seguir em idêntico trilho. 

A Sofia continua e pergunta-me com que idade é que os meus filhos começaram a praticar yoga e se eu notei diferenças no seu comportamento.

Eles começaram a praticar pouco depois de eu ter começado, deviam ter 6-7 anos (agora têm 9 e 10). Nunca fizeram aulas regulares, mas fazem um pouco aqui e um pouco ali. De vez em quando fazem em casa, às vezes vão a aulas fora de casa. 

O que eles fizeram de forma regular durante todo este ano letivo foi meditação para crianças, num formato de aulas individuais, uma vez por semana, com a professora que escreveu este livro. Ao mesmo tempo, fazia (e faço) meditação com eles em casa, que consiste basicamente em contar histórias que eles visualizam. É como uma viagem dentro das suas cabeças. Eles gostam muito. 


O que eu faço mais com eles são ensinamentos informais. Tento que eles vivam o yoga no dia a dia. Conto histórias com uma moral por trás, como esta, e já sabem melhor que a maior parte dos adultos quem foi o Buda e conceitos como karma e dharma. Falando em termos de Yoga, tento transmitir-lhes os Yamas e Niyamas, mais que o Asana. As aulas de yoga para crianças são, na sua maioria, brincadeiras, e, por agora, prefiro ensinar-lhes valores morais. Eles já fazem muito desporto, portanto prefiro que a sua prática de Yoga seja mais calma e interna. Já os ensinei a respirar como deve ser, e a parar, fechar os olhos e focarem-se na respiração para acalmar. 

Mais importante ainda, sobretudo, para crianças que têm sempre coisas para fazer e estão sujeitos a distrações vindas de todos os lados - tento ensiná-los o dolce fare niente. Fazer nada. Serem capazes de estar, sem precisar de fazer. Este é o treino mais difícil...

A Sofia pergunta-me também acerca da minha passagem pelo vegetarianismo. Escreve ela:

Sinto, há longo tempo, um apelo para me tornar vegetariana, ou melhor, para abolir a carne da minha dieta alimentar, mantendo, contudo, algumas refeições semanais de peixe e o consumo de produtos lácteos. Tenho uma amiga próxima que, ao fazê-lo, sentiu falhas de memória e teve, segundo o seu testemunho, de passar a ingerir alguma carne de aves. Acha que, para evitar riscos, deveria recorrer a um nutricionista especializado na área? Gostaria de, a propósito deste tema, conhecer melhor a sua perspectiva – encontrei alguma informação no blogue. Tornou-se vegetariana gradualmente? De início, sentiu alguns efeitos colaterais? Toma algum suplemento alimentar?

Eu fui vegetariana durante pouco tempo, uns 3-4 meses apenas. Durante esse período tive vários problemas, o maior deles a sensação de inchaço no estômago, e até engordei um pouco. Voltei a comer carne e fui pesquisando o que é que me faz sentir bem, com energia, o que é que me faz engordar, o que é que me faz sentir inchada... Percebi que, embora adore feijões e lentilhas, só posso comê-los de vez em quando. Percebi que o que não me deixa emagrecer é sobretudo o muito arroz que como (adoro arroz). Percebi que prefiro muito mais almoçar um peixe grelhado com salada do que uma lasanha vegetariana.

Percebi também que gosto dos alimentos pouco ou nada processados. Quanto mais próximo do seu estado natural, melhor. Agora, sigo mais ou menos a alimentação do paleolítico, com muita fruta, hortaliça, sementes e frutos secos, carne, peixe e ovos, e nenhuns (ou muito poucos) açúcares, hidratos de carbono complexos (pão, arroz, massas, cereais) e grãos que me fazem inchar. Gosto de comer bem e não ficar com aquela sensação de inchada depois das refeições.

um almoço no trabalho - restos de carne bolonhesa com pepino e tomate

Como em tudo na vida, penso que isto da alimentação é uma questão de bom senso. Devemos comer aquilo que nos faz sentir bem, que nos dá energia, que nos torna mais saudáveis. Claro que para sabermos que alimentação é essa, há que experimentar... Houve uma altura em que apontava na agenda tudo o que comia, e assim podia associar determinada disposição a determinados alimentos.

Já ouvi dizer, de professores de yoga vegetarianos, que a prática de yoga acaba por tornar uma pessoa vegetariana. Permito-me discordar. Para mim, a prática de yoga permite conhecermos melhor o nosso corpo e assim conseguimos ouvi-lo melhor. Com o yoga, sabemos mais facilmente o que é melhor para nós.

Essa ideia que um bom yogi tem que ser vegetariano está errada. Nem o Buda era vegetariano, nem obrigava os seus monges a sê-lo. O Dalai Lama não é vegetariano. De acordo com o Budismo, não há formas de vida superiores a outras; ao comer uma planta, estamos a matá-la. Este assunto é polémico, e este video aborda o conceito da não-violência e da compaixão de forma muito clara.

Portanto, eu como aquilo que me faz sentir bem! E acho que é isso que todos deveríamos fazer, independentemente das expectativas, do comportamentos dos outros, e dos rótulos que nos atribuímos ou nos atribuem...


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09/06/2015

Mais uma vez, a PHDA...



Uma das coisas boas de ser aluna do curso de Psicologia é que posso estudar assuntos que me interessam bastante mas que não têm lugar na minha carreira nas ciências do mar. A apresentação que aqui partilho é sobre a perturbação de hiperatividade e défice de atenção -  está associada a um trabalho escrito em inglês, mais longo e cheio de referências bibliográficas - demasiado pesado para pôr aqui no blog. Mas a apresentação dá uma visão global e resumida da PHDA.


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08/06/2015

10 dicas para uma prática de yoga consistente



Manter uma prática de yoga consistente é, provavelmente, um dos maiores desafios do yogi. Num retiro ou num curso, essa consistência é-nos "imposta"; não temos que pensar se vamos ou não vamos sair da cama às 5 da manhã para praticar. Saímos, aparecemos no tapete e praticamos. A motivação até pode não ser muita, mas a energia das outras pessoas contagia-nos. Praticar nestas condições é muito mais fácil que praticar em casa. 

Em casa, estamos sozinhos. Custa levantar de manhã cedo quando todos ainda dormem, ou ir para o tapete ao fim da tarde quando os outros relaxam. No entanto, uma prática de yoga em casa é das experiências mais compensadoras e frutíferas que podemos ter. Uma prática de yoga regular beneficia todos os aspetos da nossa vida. Mas como conseguir essa regularidade? Como fazer para aparecer no tapete todos os dias?

Devo dizer esta sempre foi uma das minhas lutas, desde que comecei a praticar yoga há uns anos atrás. E tenho melhorado imenso! As minhas práticas em casa são cada vez mais consistentes e satisfatórias. Se também lutas por estabelecer uma prática de yoga em casa, aqui ficam algumas dicas:


1 || Consistência é mais importante que duração

É muito melhor praticar 15 minutos todos os dias do que 2 horas ao fim de semana. Isto vale para o yoga, para a meditação e para qualquer prática, física ou não. Por isso, abandona a ideia que uma boa prática de yoga tem que durar pelo menos 1 hora. Não tem. Uma boa prática de yoga é aquela em que estás presente, focada na respiração, virada para dentro.


2 || Cria um espaço sagrado para a tua prática

Se tiveres possibilidade, arranja um espaço fixo para o tapete, para os acessórios, livros, velas, e outros materiais que te inspirem. Constrói um espaço sagrado para a tua prática em casa. Não tem que ser uma divisão inteira; basta um cantinho onde caiba o tapete e, se possível, um pequeno altar com incenso, velas, e objetos de que gostes. Uma das grandes desculpas que as pessoas arranjam para não praticar yoga em casa é a falta de espaço. Isso não é desculpa! Vê aqui o que quero dizer...


3 || E deixa o espaço sempre limpo e preparado no dia anterior

Se o teu espaço de yoga não estiver limpo e arrumado - tapete ainda suado, blocos espalhados, manta largada no chão - o mais provável é não praticares. Depois de cada prática, limpa o que necessitar de limpeza e arruma o espaço. Se o teu espaço sagrado estiver sempre pronto, é muito mais fácil ires para o tapete. Se praticas de manhã e o espaço está frio a essa hora, podes aquecer o espaço antes de iniciar a prática. No inverno, deixo um aquecedor com o temporizador para ligar meia hora antes da prática e assim aquecer a sala. Yoga de manhã com o corpo rígido já custa... e numa sala fria é impensável...


4 || Pratica sempre à mesma hora

Consistência é a chave de tudo. Se te levantares sempre à mesmo hora e praticares sempre à mesma hora, o corpo habitua-se e deixa de custar tanto. Isto é sobretudo verdade para quem pratica de manhã, com o corpo frio e rígido. Custa no início mas com consistência cada vez custará menos. 


5 || Não comas muito à noite

Sobretudo se praticas de manhã cedo. Os níveis de energia são muito menores depois de uma refeição pesada à noite e isso claro que afecta a prática.


6 || Elimina as distrações externas

A vantagem de praticar yoga de manhã cedo é que a essa hora não costuma haver muitas distrações. Não há telefones a tocar, nem televisão acesa, nem crianças a gritar. Resiste à tentação de ir ao facebook ou ao email logo quando acordas. Sai da cama, trata da higiene, e vai para o tapete. 


7 || Mais vale uma prática curta e intensa

Que uma longa e superficial. Se os teus níveis de energia são baixos e só te apetece deitar no tapete em Savasana, faz um esforço. Faz algumas saudações ao sol, algumas posturas - de certeza que não te vais arrepender. Quando a anergia se for, foi-se, mas consegues sempre fazer alguma coisa.


8 || Faz práticas variadas

Mesmo quem pratica ashtanga (que segue sequências definidas) não precisa praticar a mesma coisa todos os dias. Umas práticas podem ser mais focadas nos backbends, outras em posturas de equilíbrio. Se adicionarmos variedade à nossa prática, a probabilidade de nos aborrecermos é menor.


9 || Aprende com um professor

Mesmo quem tem uma prática pessoal bem estabelecida, beneficia em ter aulas com um professor. Eu não tenho aulas regulares, mas de vez em quando faço uma aula aqui e outra ali, e vou a workshops e coisas do género. É sempre bom para nos inspirarmos e ficarmos ainda mais motivados para praticar.


10 || Não te martirizes com a inconsistência

Se falhares um dia, dois dias, um mês inteiro - não te preocupes! Volta ao tapete sempre que possas. Com a prática, a inconsistência vai sendo cada vez menor, pois aqueles minutos no tapete tornam-se um dos momentos mais agradáveis do dia!



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27/05/2015

21 junho - Dia Internacional do Yoga



O próximo dia 21 de Junho será o primeiro Dia Internacional do Yoga reconhecido pela ONU, o que mostra o impacto cada vez maior que esta ciência milenar originária da Índia está a ter em todo o Planeta! Para celebrar este dia, o meu site preferido de yoga online, EkhartYoga, vai oferecer aulas grátis no dia 21, incluindo a prática de 108 saudações ao Sol!! Porquê 108 (tantas!!) saudações ao Sol? Podes ler aqui, mas resumidamente, o 108 é um número auspicioso com variados significados.

Como 108 saudações ao sol parece um empreendimento para o qual é necessária alguma preparação, o EkhartYoga também preparou um programa, a começar dia 1 de junho, para desenvolver a força necessária para praticar as 108 SS no dia 21. O programa é para membros e se ainda não és membro e queres praticar yoga em casa, este é o site que eu adoro e aconselho!

Dia 21 de junho, lá estarei em frente do computador a praticar as 108 saudações ao Sol com a Esther Ekhart! Vou também adicionar o programa à minha prática a partir de 1 de junho, pois 108 saudações ao sol não é pêra doce!... E tu, como vais celebrar o Dia Internacional do Yoga?


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13/05/2015

Eu, professora de yoga?



Se lês o blog há algum tempo, sabes que, há quase 2 anos, completei a formação de 200 horas como instrutora de yoga. Foi uma experiência fantástica, aprendi imenso, e descobri muito sobre mim. Pouco tempo depois comecei a dar aulas de yoga em dois espaços em Faro. Descrevi aqui a minha primeira aula. E deixei de dar as aulas ao fim de 2 semanas. E entretanto não falei mais do assunto aqui no blog. Mas, afinal o que é que se passou?

Ora bem, nesse ginásio onde dei a minha primeira aula, que não correu lá muito bem, voltei a dar outra, uma mais pequena, no dia aberto do ginásio. Em vez de fazer uma aula mais parada (aquilo que associamos mais ao Hatha Yoga), fiz uma aula mais dinâmica, de vinyasa flow, que é o estilo que eu gosto e pratico. Correu lindamente! Saí de lá com uma sensação de dever cumprido e a coisa correu mesmo bem. Dei algumas aulas num outro espaço, a pessoas que nunca tinham praticado, e também correu bem; o feedback foi bastante positivo. 

No entanto, eu sentia que algo não estava bem. Uns dias depois de ter iniciado as aulas, fiquei super constipada. A minha vontade de dar aulas era próxima de nenhuma. Os horários eram terríveis, do género chegar a casa quase às dez da noite. Ao fim de duas semanas, segui a minha intuição e desisti das aulas. A constipação passou de um dia para o outro. 

O que senti é que várias coisas não estavam bem. Os espaços não eram os adequados (em termos de energia, não de condições físicas), os horários menos ainda, e o que eu queria mesmo era dedicar-me à minha própria prática. Sim, sempre quis pôr as pessoas a praticar yoga, mas senti que já o fazia através do blog. Aquela altura não era nem o sítio nem a hora certa para me tornar professora de yoga. Por isso, desisti ao fim de 15 dias e dediquei-me à minha prática.

Entretanto, os meus filhos foram introduzidos ao yoga e à meditação, através de outros professores. Por um lado, parecia-me profundamente errado como é que eu, sendo mãe deles e estando devidamente capacitada para lhes dar essas aulas, preferia pagar a outras pessoas para o fazerem... Por outro lado, achava que eles teriam mais respeito por outras pessoas - porque ter a própria mãe como professora é sempre desculpa para mais galhofa, distração e desobediência...

Eu tenho muitas ideias. Sou muito criativa. Às vezes nem consigo adormecer porque a minha cabeça fervilha com novos projetos. Há tanta coisa que eu quero fazer! Se há coisa que eu tenho a certeza que quero fazer é ajudar os outros. Um dos motivos que me levou a ingressar no curso de psicologia, tendo já uma carreira nas ciências do mar, foi esse mesmo - poder fazer uma ciência mais aplicada, mais próxima das pessoas, com benefícios mais imediatos para a sociedade. Tenho andado a direcionar os meus interesses de investigação nesse sentido e está tudo bem encaminhado. No curso de psicologia também tenho tido oportunidade de estudar e investigar assuntos que me apaixonam, como a influência do yoga e outras técnicas holísticas na saúde física e psicológica, e o problema da perturbação de hiperatividade e défice de atenção em crianças.

Eu quero sempre fazer muitas coisas - é essa a minha natureza e não há volta a dar. E acredito que podemos fazer tudo - se bem que não ao mesmo tempo. Ultimamente a vontade de partilhar a paixão do yoga com os outros tem renascido. E quando digo yoga não é só a parte física, é tudo, é o estilo de vida. Como já referi aqui, gostava de ter um grupo de discussão do Dharma; por enquanto, frequento, uma vez por mês, as tardes e mindfulness da Sangha Flor de Amendoeira, onde praticamos o mindfulness na tradição de Thich Nhat Hanh. 

Mas gostava de fazer mais pelos meus filhos e por outros miúdos também. E eu era pessoa que não gostava nada de crianças, mas isso tem mudado. Também gostava de sensibilizar os professores do ensino básico (e não só) para a importância da introdução de técnicas de mindfulness em contexto de sala de aula - coisas tão simples como uns minutos de respiração consciente no início das aulas pode fazer uma enorme diferença... E gostava sobretudo de ajudar crianças com PHDA, pois é um problema que tão bem conheço e que pode ser suavizado com a prática de yoga e de outras técnicas (não sou eu que o digo, é a investigação científica que se tem feito na área).

Por isso, decidi que vou começar, em passos pequenos, a dar aulas de yoga aos meus filhos. Aulas a sério, individuais e direcionadas, estudadas e planeadas, frequentes e consistentes. E quando penso nisto, outras ideias afloram logo... Mas vou controlar-me e dar passos pequenos. O J. também já acedeu a fazer uma aula comigo, uma vez por semana - e assim pratico as minhas aulas para adultos. Pode ser que um dia aceda aos pedidos de algumas colegas e amigas e comece a dar-lhes aulas de yoga também. E quem sabe se um dia não irei até dar aulas abertas ao público? O mundo tem infinitas possibilidades.


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18/04/2015

Reflexões sobre esta vida ocupada

Tanto tempo sem escrever!! Eu queria mesmo escrever mais neste espaço, mas o tempo não tem sido muito. Mas hoje lá arranjei um bocadinho para partilhar convosco algumas reflexões.

Como sabem, ou talvez não, desde setembro que voltei a ser estudante universitária. Além de investigadora na área das ciências do mar, sou agora aluna do 1º ano do curso de psicologia. Sempre quis tirar uma segunda licenciatura e achei que este era o momento certo. O balanço até agora é super positivo e o meu desempenho ultrapassou as minhas expectativas. Nunca tive tão boas notas como agora e no trabalho também tenho sido produtiva. Mas, claro, há coisas que ficam para trás. O blog, infelizmente, foi uma delas.

Eu acredito que conseguimos fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo. Temos que estabelecer prioridades e dizer não a outras coisas. Estes últimos meses têm sido uma grande lição de organização, gestão do tempo e equilíbrio. Portanto, hoje gostava de partilhar algumas das estratégias que tenho usado para conseguir fazer (quase) tudo!

>> Não me separo do meu bullet journal! O bullet journal é a agenda que uso para planear as semanas e os dias. É lá que aponto compromissos e coisas para fazer em cada dia. (num post futuro explico melhor como o uso)

bullet journal, sempre

>> O Google Calendar continua a ser o calendário para tudo. No início de cada semana passo os eventos agendados para o bullet journal, mas todo o planeamento futuro é feito no GCal.

>> Voltei ao Toodledo para as tarefas e projectos. Agora, com frequências para estudar e trabalhos para fazer, preciso de uma ferramenta mais robusta como o Toodledo para não me esquecer de nada!

>> Comecei a organizar as finanças com o Kakebo - e ando muito mais consciente do dinheiro que gasto, o que pode ser assustador...

>> A prática de yoga e meditação é cada vez mais importante. Tenho feito yoga praticamente todos os dias e sinto-me com uma saúde excelente (tirando estas alergias de primavera), o que me permite aproveitar bem os dias no trabalho, não faltar às aulas e ser produtiva.

yoga em casa

>> Já dizia São Francisco de Sales (1567-1622), "Meia hora de meditação por dia é essencial, excepto quando estiveres ocupado. Então, é necessária uma hora inteira." Infelizmente, temos tendência a fazer o oposto - quando mais precisamos, é quando surgem todas as desculpas para não o fazermos. Tenho tentado contrariar essa tendência, fazendo do yoga e da meditação uma prioridade.

>> O site de yoga online que eu adoro, o Ekhart Yoga, continua a ser a minha opção preferida para praticar. Não vou a ginásios nem atividades de grupo, nem nada disso - faço yoga, muito yoga, com os professores maravilhosos do Ekhart Yoga!

>> Ando a comer menos, já emagreci e sinto-me muito melhor! Eu gosto de comer e, frequentemente, comia demasiado às refeições, ficando depois com aquela sensação horrível de enfartamento. Agora tenho comido muito menos, levo mais vezes o almoço para o trabalho, e noto as diferenças... na barriga e na roupa!

>> Quando vejo televisão, é porque quero mesmo ver. Não vejo tv só porque não há mais nada para fazer. Gosto de ver alguns programas e filmes de vez em quando. Agora andamos a rever o Harry Potter!

>> Continuo a ler livros à noite e aproveito outros momentos para ler, por exemplo, quando levo os miúdos às atividades. Andar ocupada não é desculpa para deixar de ler - aliás, ler desanuvia-me a cabeça, sobretudo antes de dormir! E ando também a ler os livros do Harry Potter!

>> Também aproveito quando vou com um dos miúdos às atividades para fazer as compras semanais. Dantes ia às compras de propósito, num dia específico, mas agora aproveito estes períodos de tempo.


enquanto espero... 
 >> Passo a roupa a ferro uma vez por semana. Mas eu nunca consegui estar apenas a passar roupa a ferro - tenho que ver televisão ao mesmo tempo, e assim junto o útil ao agradável. Tenho ali um cesto cheio que vou passar daqui a pouco a ver o Harry Potter e a Ordem da Fénix!

>> Já não me preocupo tanto com a limpeza da casa. O J. aspira todos os dias, eu lavo o chão uma vez por semana (mais, se for preciso, claro). Tenho limpo a minha casa de banho de manhã, enquanto me despacho, e limpo o resto em bocadinhos de tempo. Se olho e está sujo, pego num pano e limpo. Não há cá dias específicos nem ordens pré-definidas para as limpezas.

>> Incrivelmente, agora que ando muito mais ocupada, tenho tocado imenso piano! Costumo tocar sempre 10-15 minutos quando chego a casa, e um pouco mais ao fim de semana. Dantes passavam-se meses sem abrir o piano - agora, nem o fecho. (e recomecei também a tocar guitarra!!)


>> Tenho dormido muito melhor. No 1º semestre tive problemas de sono, mas, graças a estas estratégias, parece que esses problemas já estão completamente ultrapassados!

>> E por fim, obrigo-me a passar 24 horas seguidas, geralmente ao sábado, sem fazer absolutamente NADA de escola nem de trabalho! Agora os meus dias de trabalho/escola têm muitas horas - é o trabalho propriamente dito, interrompido para ir às aulas (se bem que não vou a todas), e mais 1-2 horas de trabalho depois dos miúdos irem para a cama. Por isso, durante um dia inteiro por semana não faço nada. Muitas vezes apetece-me e chego mesmo a planear tarefas na agenda, mas controlo-me - o cérebro também precisa de descanso!



Bom, o Harry Potter e a pilha de roupa para passar estão à minha espera!


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